Queria que minhas palavras alcançassem aqueles que mesmo morando na mesma área, a qual denominamos cidade, não me escutam.
Ouço suas palavras em minha mente, uma, duas, três, milhares de vezes. Como se eu estivesse tentando convencer-me de que não estou completamente errado.
Saio então, daquele velho lugar onde a luz que eu acreditava irradiar de você.
Iluminei-me aos poucos aos sons de suas palavras, um sorriso ao olhar, um abraço que pouco ocorria.
Então saio para a penumbra, observando que agora existe apenas uma meia luz, ao seu olhar desaprovador, a voz pesada e amarga que dizia para mim; que não, não sou o suficiente.
Vejo em seguida a plena escuridão, que por si só, arranca tudo o que já existiu e deixa um simplório vazio representando tudo o que um dia foi.
Vozes são gritos, sorrisos são cacos.
E poderia então ouvir meus próprios soluços, sentir minhas próprias lágrimas, ouvir meus próprios gritos desesperados que, de repente, tornam-se murmúrios arrastados pelo desânimo e pela descrença.
Apenas um momento, alguns segundos e o chão desfez-se.
Mas você é jovem, e pode errar quantas vezes forem precisas, porque ainda há tempo.
E quando você for velho, não poderá tentar mais nada, como eu.
Um limite para uma mentira, e não posso ver qual dos lados está realmente enganado.
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