2013年1月6日

Adeus.

Tenho muitas palavras para lhe dizer, mas talvez nosso idioma não seja mais o mesmo.
Sobre todos os sentimentos que dissemos e trocamos, quais deles permaneceram imutáveis?
Acredito que nada ficou intacto. Acredito que nem mesmo nós ficamos intactos.

Vejo você andando por aí, toda a luz perseguindo-lhe, como se você sugasse o brilho de tudo.
Enquanto eu me sento aqui, no escuro, e fico a observar-lhe.

Será mesmo a nossa língua que mudou? Ou foram suas palavras que perderam o significado?
Suas palavras que sempre foram dolorosamente sinceras.
Suas palavras que agora não passam de uma verdade manipulada.

Ou uma mentira.

Fico parado, ouço esses sons, essas músicas que tanto me lembram de como tudo já foi.
O mundo que não retorna e continua o mesmo, diferente em todas as formas.

Então a música para, as vozes secam nas gargantas, as mãos tremem diante das cordas.
Observo-lhe; você ainda tem o mesmo sorriso, o mesmo rosto, o mesmo olhar.
Mas essa não é você. E é possível que esse também não seja eu.

A sua caminhada continua. Para longe. Para perto do resto do mundo.
Mas eu realmente adoraria que todo o mundo desaparecesse.

Começamos a construir nossa Babel quando éramos iguais.
O tempo passou.
E quando nossa construção ruiu, eu não pude mais reconhecer-lhe.

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