Já se perguntou quem é você?
Porque as pessoas não sabem quem são.
Você diz o que você faz, o que você gosta, o seu nome.
Mas quem é você?
Eu sou aquele que não é, porque eu não existo.
Quem sou eu?
Aquele que vê tudo e nada compreende.
Sou eu.
Aquele.
Quem é você?
Aquele que não é? Aquele que não sabe.
Nós somos tudo.
E não somos nada.
Por que somos aqueles?
Por que não somos estes?
Ou esses?
Porque você vê e não enxerga. Por quê?
Por que você pergunta tanto sobre o porquê?
Porque você não vive.
Viver não existe, assim como os porquês não existem.
O que é você? Ou quem é você?
O que te diferencia de uma coisa, o que faz você ser?
Se você não é.
Se nós não somos.
Se eu não sou.
Nós somos. Nós existimos. Nós vemos.
Mas nós não somos nós.
São eles.
E todos são um só.
Porque um são todos.
Isso não tem sentido.
Ser não tem sentido.
Sentido não tem sentido.
Você nem sabe o que é sentido! Como pode saber o que é ser.
Você não sabe.
Eu também não sei.
Todos não sabem.
Porque saber é relativo, como tudo é.
E o relativo é relativo àquele que vê.
Se você for cego, não há relativo?
Se você for surdo, você não ouve.
Que imbecil.
Ser, saber, sentir, viver.
Morrer é aquilo que tem sentido.
A morte faz sentido, ou tem sentido?
Sentido é a morte.
Traz sentido à vida.
Porque ela não existe mais.
A vida, ou a morte.
Você vê?
Você é?
Você sente?
Você sabe?
Você existe.
Mas não existe.
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